Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011
pouca esperança

 

> Este blogue fica suspenso até um dia.



publicado por João Severino às 16:32
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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011
hóquei em patins (3)

 

 

 

> Tenho a honra de ter pertencido ao grupo que criou a Associação de Patinagem de Macau. O Hóquei em Patins tem sido uma realidade no território e a sua selecção já se consagrou campeã da Ásia. Com os amigos Francisco Porto e Gentil Noras demos início à prática da modalidade nos anos 1980. Estas duas imagens apresentam a minha incorporação na selecção de Macau (sempre com o amigo Noras a meu lado) e como campeão de Macau em defesa das cores do Sport Macau e Benfica.

 



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publicado por João Severino às 15:47
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011
leonel borralho

 

 

> Quero aqui prestar a minha homenagem ao macaense Leonel Borralho que durante muitos anos foi proprietário e director do único diário de Macau, a "Gazeta Macaense". Leonel Borralho foi um autodidacta que sempre defendeu os interesses dos seus conterrâneos, certamente, algumas vezes em exagero contra os metropolitanos, mas no fundo, sempre interessado em salvaguardar a cultura macaense. Sem grandes meios logísticos publicava diariamente um jornal ao qual poucos se souberam associar. Desde a primeira hora em que cheguei a Macau, dispensei a minha colaboração possível a Leonel Borralho e, talvez por isso, quando foi acometido de doença grave deu indicações ao seu filho Francisco para me chamar e convidar-me a assumir a direcção do jornal. Com muita honra e dedicação aceitei o cargo de director-adjunto da "Gazeta Macaense" em solidariedade por um homem que muitas vezes esteve quase sozinho nas suas lutas, nomeadamente, em defesa dos cidadãos com deficiência física.



publicado por João Severino às 00:18
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
fandango

 

 A revista 'Oriente' concedeu a capa à existência do "Fandango", um programa de rádio em português numa estação de rádio chinesa

 

 

O autor do blogue aos microfones da Rádio Vila Verde a apresentar o "Fandango"

 

> Quando trabalhei na Rádio Macau os meus programas rapidamente alcançavam um êxito popular inusitado. Eu tinha jeito para aquilo e o pessoal gostava da música que escolhia. A verdade é que os chefes hierárquicos da estação emissora [minados sempre por invejosos] tudo faziam para me complicar a vidinha. Inventavam problemas e dificuldades onde elas não existiam quando eu pretendia realizar uma reportagem ou entrevistar alguém. Chegaram ao cúmulo do absurdo de me transmitirem que a minha rubrica - 'O Areias' -, com as crianças em directo ao telefone, estava a ser ouvida por toda a gente e, como tal, teria de a reduzir de vinte para dez minutos...

Aconteceu que debaixo de tanta pressão injusta, um dia rebentei e mandei a Rádio Macau à fava para desgosto de milhares de ouvintes macaenses e metropolitanos.

No entanto, recebi um convite muito honroso. Em Macau existia uma segunda estação de rádio que emitia simplesmente em chinês. Mas... há sempre um mas... os responsáveis chineses da Rádio Vila Verde convidaram-me para realizar e apresentar um programa em língua de Camões. E assim aconteceu o "Fandango", um programa que fiz com muito amor, pois sentia-me num oásis onde era necessário poupar a água e mostrar frescura...

 


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publicado por João Severino às 15:29
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
andré couto (2)


 

> Ao longo da minha vivência em Macau foi indubitavelmente o jovem André Couto que fez parte da minha carreira. Acompanhei desde criança a sua vontade e intuição para ser um piloto de automóveis. Muito do meu tempo de jornalista foi dedicado ao percurso desportivo de André Couto. Recordo aqui, com muita saudade, a sua participação no circuito alemão de Nurburgring, em Fórmula 3, onde o André, como sempre, deixava de boca aberta quantos não o conheciam. De registar um pormenor importante e razão principal deste post: sempre ao longo da sua carreira o nome de MACAU esteve presente nos seus carros. E sobre esse facto, Macau também lhe deve muito.

 



publicado por João Severino às 10:12
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
assembleia legislativa (2)

 

photo jotaesse

 

> E foi assim, com este aterro na Baía da Praia Grande, que se deu início aos trabalhos de construção do edifício que haveria de albergar a Assembleia Legislativa.

 



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publicado por João Severino às 15:16
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
chá da manhã

 

 

> Quando em 1981 cheguei a Macau ia recomendado por um amigo a fim de conhecer o padre Manuel Teixeira. Uma figura típica do território, ilustre historiador e colaborador da imprensa local, o padre Teixeira recebeu-me no antigo seminário onde vivia. Aos cumprimentos e apresentações logo me convidou para um "cházinho". Acedi com toda a satisfação, convencido de que iria, pela primeira vez, ficar com o sabor e o proveito de um bom chá chinês.

De repente, vejo o padre Teixeira dirigir-se ao frigorífico e logo pensei que a sua preferência ia para o chá frio tal como muita gente que vivia em terras de África. Qual quê, traz-me uma garrafa de whisky para a mesa, dois copos e vá de encher... Eram 9:30 horas... conversámos muito e bebemos muito "chá"... Ao fim de umas horas, o padre Manuel Teixeira foi-se deitar e eu fui aos ésses pela rua abaixo... Mas, ficámos para sempre grandes amigos.

 

 


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publicado por João Severino às 15:48
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
tordo

 

 

> O cantautor Fernando Tordo é um amigo há mais de quatro décadas. Dos bons tempos em que a malta das cantigas  e da rádio/televisão se reunia no célebre café VáVá, em Lisboa. Fernando Tordo é um homem solidário, um profissional exímio que nada faz a brincar, apesar de por natureza ser um brincalhão. O seu repertório é vasto, diversificado e de grande nível. Contudo, ninguém, onde quer que se desloque para actuar, lhe dispensa a composição 'Tourada'. Fernando Tordo actuou várias vezes em Macau e numa das vezes tivemos tempo para almoçar juntos no Hotel Bela Vista.

 

 



publicado por João Severino às 10:18
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
alentejanos

 

 

> Em Macau sempre residiram alentejanos. Muitos radicaram-se até à morte. Os alentejanos são portugueses muito especiais: trabalhjadores, sérios e bons garfos. Onde haja um alentejano há boa disposição e boa mesa. E pouco lhes importam as anedotas malévolas que só destróem a boa imagem dos alentejanos. Um dia, no quartel de Coloane, um grupo vasto de alentejanos promoveu um lauto repasto, no qual não faltaram as melhores iguarias do grande Alentejo e onde o meu capote, hoje com mais de 40 anos, marcou presença. O compadre Santos foi um dos animadores da festa, homem excepcional que ainda mantém na ilha da Taipa o seu restaurante ao serviço da comunidade macaense.

 



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publicado por João Severino às 09:27
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Terça-feira, 19 de Julho de 2011
a amizade não tem preço

 

 

> Muitos dos que viveram em Macau nunca chegaram a sentir o que é a verdadeira amizade luso-chinesa. É uma amizade especial. Mas existe. Existe a partir do momento em que duas pessoas de raças e culturas diferentes são sérias e solidárias nos dois sentidos. Logo que assumi a liderança do jornal 'Macau Hoje' aceitei um jovem chinês para trabalhar como assistente na redacção. O  jovem A Meng, cujo nome próprio incluia Veng, sempre se mostrou desde o primeiro dia um rapaz muito diferente da normalidade. Um dia, transmitiu-me que gostava de mim como um filho e que eu não era mais o seu patrão, mas o seu amigo. Ao longo dos anos esteve sempre ao meu lado, especialmente nos momentos mais amargos, convidou-me para padrinho do seu casamento e foi o único chinês que vi chorar, no momento da minha partida de Macau. Um abraço ao Vincent, hoje, um grande campeão de barcos-dragão.

 



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publicado por João Severino às 10:32
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Macau pertenceu à administração portuguesa. Essa realidade faz parte dos registos históricos de uma nação que marcou presença nos quatro cantos do mundo. A Oriente, milhares de portugueses viveram como lhes foi possível. Em Macau, a continuidade lusa mantém-se, mas o passado foi muito significativo. Fiz parte desse passado de uma forma intensa. Portugueses, macaenses e chineses, conheci muitas centenas. De alguns guardei as fotografias que memorizam a vivência. Humanos e a urbe macaense completam um espólio fotográfico que possuo de mais de seis mil fotografias e outras mais que ainda devem estar em caixas por abrir. Neste sentido, resolvi ir publicando aqui neste MACAU PASSADO o espólio que for possível. Espero que vos agrade e que possam recordar Macau sem complexos, sem rancores e sem tibiezas. Macau sã assi...

João Eduardo Severino
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