Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010
praia grande


Foram centenas de horas a contemplar a baía da Praia Grande. Noites de reflexo sobre a meditação de uma vida, de filhos para criar, da dificuldade em trabalhar, de um artigo para jornal ou revista, de uma entrevista, de um programa de rádio, de um programa de televisão, de uma produção do primeiro CD de Macau, de um acontecimento político que traía todos os portugueses, de um mistério sobre o enriquecimento ilícito de um homem que a minha mãe ajudou a libertar da PIDE, de um crime encomendado, de uma traição de amigo, de lançar o Hóquei em Patins mais o Motocross e mais o Karting, de uma corrida no Grande Prémio, de comentários sobre as corridas de motas e de carros do Grande Prémio, de uma travessia louca de Macau a Lisboa, de calar as vergonhas de outros, de um processo judicial injusto, de um esforço quase sobrenatural para que nada faltasse aos trabalhadores do jornal, de um tiro que me tentaram dar, enfim, a meditação-reflexo de uma escolha de vida. De uma vida que acabou mal.

 



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publicado por João Severino às 10:40
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2 comentários:
De MACAU BANGKOK O MAR DO POETA a 7 de Agosto de 2010 às 03:19
Estimado Amigo João Severino,
Sei por muita coisa que passou, sei que foram injustos para consigo, sei do seu árduo trabalho, sei de suas aventuras, e por isso muito o respeito e admiro.
Eu vivo na Praia Grande, nos dias de hoje bem diferente do que era.
Por vezes, sento-me na varanda e refletindo fico, recordando tempos idos e das injustiças de que igualmente fui alvo, mas a vida continua
Um óptimo fim de semana e um abraço amigo.


De joãoeduardoseverino a 7 de Agosto de 2010 às 10:26
Obrigado pelas suas palavras. REtribuo o abraço.


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Macau pertenceu à administração portuguesa. Essa realidade faz parte dos registos históricos de uma nação que marcou presença nos quatro cantos do mundo. A Oriente, milhares de portugueses viveram como lhes foi possível. Em Macau, a continuidade lusa mantém-se, mas o passado foi muito significativo. Fiz parte desse passado de uma forma intensa. Portugueses, macaenses e chineses, conheci muitas centenas. De alguns guardei as fotografias que memorizam a vivência. Humanos e a urbe macaense completam um espólio fotográfico que possuo de mais de seis mil fotografias e outras mais que ainda devem estar em caixas por abrir. Neste sentido, resolvi ir publicando aqui neste MACAU PASSADO o espólio que for possível. Espero que vos agrade e que possam recordar Macau sem complexos, sem rancores e sem tibiezas. Macau sã assi...

João Eduardo Severino
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