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Macau Passado

Macau Passado

16
Abr11

timor-leste deve muito a macau

João Severino

 

 

 

 

 

> As gentes de Macau e o Governo macaense sempre estiveram solidários com a luta do povo timorense pela sua libertação e independência. Em Macau, realizaram-se diversas manifestações culturais e políticas com o objectivo principal de angariação de fundos para a resistência. Em Macau, o padre Francisco Fernandes levou a efeito, como lhe foi possível (nem sempre bem) um conjunto de actividades de apoio aos seus compatriotas que sofriam na sua terra. Em Macau, alguns Governadores contribuiram com dádivas avultadas para que grupos ou personalidades timorenses pudessem promover as suas acções inerentes à libertação de Timor-Leste. Em Macau, a comunicação social sempre esteve ao lado do povo timorense.

A imagem que publicamos refere-se ao convite para uma exposição que o Leal Senado promoveu no dia 8 de Outubro de 1999, sob a designação "Macau Por Timor".

 

15
Abr11

dias de portugal

João Severino

 

 

 

 

 

> O Dia 10 de Junho, de Portugal e das Comunidades Portuguesas era sempre celebrado com pompa e circunstância. O que mais me desagradava era a presença de um membro do Governo português que não ia fazer nada a Macau a não ser "mamar" um almoço, um jantar e umas prendas. O que mais me agradava, era sem dúvida, os cartazes alusivos à data, da autoria do melhor designer macaense, o meu amigo Victor Hugo Marreiros.

 

14
Abr11

sales marques

João Severino

 

 

Sales Marques, na mesa principal, rodeado dos directores dos jornais 'Tribuna de Macau' José Rocha Dinis, 'Macau Hoje' João Severino, 'Ponto Final' Ricardo Pinto, 'O Clarim' padre Albino Pais e 'Rádio Macau Gilberto Lopes

 

 

> José Luís Sales Marques foi o melhor presidente do Leal Senado, na minha humilde opinião. Um gentleman, diplomata, compreensivo, conhecedor da realidade macaense, técnico exímio, interlocutor de porta aberta, patriota e culto. Sales Marques nunca descurou a importância da comunicação social no desenvolvimento de Macau. Em cada ano novo chinês, convidou sempre os responsáveis pela informação portuguesa e chinesa para um Jantar de Primavera, onde se falava de tudo um pouco em off the record. Um abraço para este senhor macaense que muito admiro.

 

13
Abr11

campeão

João Severino

 

> André Couto é um menino carinhoso, solidário, risonho, activo, introvertido, sonhador. Oh! Cresceu. O sonho tornou-se realidade. Do amor pela velocidade passou a campeão que ri e chora. Pelas vitórias e pelas perdas. Na pista e na vida. A vitória mais desejada era o Grande Prémio de Macau. E chegou em 19 de Novembro de 2000. Aqui fica o registo que possuo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12
Abr11

aeroporto

João Severino

 

 

 

 

 

> A construção do aeroporto internacional de Macau foi o resultado da vontade do "megalómano", "maníaco" e "irracional" governador Almeida e Costa (como no tempo do seu mandato foi apelidado pelos seus adversários políticos). A verdade, é que a obra seria terminada sob a égide de outro governador (Rocha Vieira) e com a presença do Presidente da República Mário Soares.

Uns meses antes da inauguração do aeroporto reparei que o terminal não possuia qualquer indicação de que se tratava do aeroporto de Macau. Mencionei o facto no meu jornal e foi uma bronca. O governador de imediato chamou à atenção dos responsáveis pela edificação do empreendimento e, assim, foi colocado no cimo do terminal, em dimensões bem visíveis, em português e chinês, AEROPORTO DE MACAU. Passados uns tempos, o arquitecto americano George Emery, da empresa responsável pela obra, desabafou para comigo durante uma conversa: "Você bem me lixou. Por causa de si é que tivemos de gastar uma pipa de massa para inscrever o nome do aeroporto no terminal...".

 

11
Abr11

ruínas de s. paulo

João Severino

 

 

 

 

 

> As ruínas de São Paulo simbolizam a presença do catolicismo em terras do oriente. Na sua essência histórica passaram a ser o ex-libris de Macau. São visitadas por milhões de pessoas de todos os continentes e de todas as religiões. Este local tem um grande significado para mim, além do respeito pelo que representa. O Raid Terrestre Macau-Lisboa, realizado em 1988 por mim e mais seis companheiros, teve a sua partida oficial e abençoada nas Ruínas de São Paulo.

Um dia, cerca das duas horas de uma madrugada quente e húmida, ao passar pelo local vejo um estrangeiro (era inglês) a urinar para a fachada do monumento. Dirigi-me a ele, perguntei-lhe se sabia que parede era aquela para onde estava a urinar, respondeu negativamente, expliquei-lhe, pediu imensas desculpas e surpreendeu-me. O homem dirigiu-se a uma casa de pasto que ali perto se encontrava aberta, pediu um balde com água e uma esfregona e foi limpar completamente o local para onde tinha urinado.

 

08
Abr11

roldão lopes

João Severino

 

 

 

Edifício dos Correios

 

> Carlos Roldão Lopes foi meu colega de estudos em Cernache do Bonjardim, no Instituto Vaz Serra. Sempre o conheci como muito estudioso, dinâmico e empreendedor. Em Macau, reencontrei Roldão Lopes como funcionário dos Correios, serviço do qual viria ser o principal responsável. E em boa hora, porque os Correios transformaram-se como das trevas de uma noite de tempestado para um dia luminoso de sol ardente. Os Correios passaram a ser rápidos, eficientes e com uma série de serviços ao público que viria a contribuir para o progresso e desenvolvimento de Macau de uma forma peculiar. Onde quer que ele esteja, quero com este simples post, enviar um abraço ao Carlos e prestar-lhe homenagem pelo seu trabalho em prol de Macau e das suas gentes.

 

06
Abr11

ícone

João Severino

 

 

 

 

 

 

> Stanley Ho tem uma história de vida que ninguém conseguirá escrever na sua totalidade. Homem pobre, contrabandista, cliente do BNU, rico, milionário, rei dos casinos. Várias mulheres e muitos filhos. Homem forte junto das sociedades secretas chinesas. Investidor na China, Hong Kong, Portugal, França, EUA, Inglaterra e em outras dezenas de locais do mundo. Fortuna incalculável, [e como a mulher da sorte, a primeira, era portuguesa (macaense)] sempre se convenceu que Portugal tinha cruzada a sua vida para lhe dar prosperidade. Em Portugal tem herdades, casinos, imóveis e carros de luxo, uma fundação e muitos falsos amigos. Depois de conversar com Stanley Ho diversas vezes, especialmente pela mão dos meus amigos Adé e Lai Sai In, um dia coloquei-lhe uma questão que não gostou e ficou aborrecido comigo. "Por que é que oferece tanto dinheiro aos políticos portugueses?"...

 

05
Abr11

pequeno almoço

João Severino

 

 

 

 

 

> Mais que um dos governadores entre 1981 e 1999 deram-me a honra de ser convidado para o palácio de Santa Sancha, a fim de trocarmos impressões sobre a conjuntura sócio-política, essencialmente, de Macau, Hong Kong, Portugal e Timor. Durante um pequeno-almoço, almoço ou jantar as conversas enriqueceram o meu conhecimento sobre as relações sino-portuguesas. Os meus interlocutores manifestaram-me, entre muitos temas, que desejavam ver Timor fora do jugo indonésio. Felizmente, foram realizadas muitas acções ao longo dos anos para que isso acontecesse. E aconteceu. No entanto, de Santa Sancha recordo uma conversa que passo a expor:

 

Governador - Então, você falou na BBC e na CNN que o Governo de Macau era corrupto?

Eu - Não, senhor Governador! Eu disse que nós todos portugueses tínhamos uma cultura intrínseca de corrupção...

 

Era assim, que a maioria das informações chegava aos governadores sobre os portugueses residentes no território: deturpada, maldosa e condenável.

 


 

04
Abr11

leal senado

João Severino

 

 

 

 

 

 

 

 

> O edifício do Leal Senado era um dos ex-libris de Macau por se situar no centro histórico. Um largo maravilhoso onde a presença portuguesa mais se faz sentir ao rodear-se de edifícios com uma traça tradicional portuguesa. De praça pacata onde os carros estacionavam à volta da estátua do coronel Mesquita passou, com o evoluir do progresso, a uma praceta para mobilidade pedestre. Contudo, num determinado ano da era moderna assisti tristemente a um cambalacho que deu dinheiro a muita gente. À construção de um silo automóvel nas traseiras do edifício histórico que desvirtuou toda a silhueta imponente do próprio imóvel centenário. Em Macau foi sempre o dinheiro que falou mais alto...

 


 

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Mais sobre mim

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Macau pertenceu à administração portuguesa. Essa realidade faz parte dos registos históricos de uma nação que marcou presença nos quatro cantos do mundo. A Oriente, milhares de portugueses viveram como lhes foi possível. Em Macau, a continuidade lusa mantém-se, mas o passado foi muito significativo. Fiz parte desse passado de uma forma intensa. Portugueses, macaenses e chineses, conheci muitas centenas. De alguns guardei as fotografias que memorizam a vivência. Humanos e a urbe macaense completam um espólio fotográfico que possuo de mais de seis mil fotografias e outras mais que ainda devem estar em caixas por abrir. Neste sentido, resolvi ir publicando aqui neste MACAU PASSADO o espólio que for possível. Espero que vos agrade e que possam recordar Macau sem complexos, sem rancores e sem tibiezas. Macau sã assi...

João Eduardo Severino

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