Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
ferreira do amaral


Na rotunda do hotel Lisboa existia a estátua do governador Ferreira do Amaral, que no dia 25 de Agosto de 1849 foi morto. As autoridades chinesas não descansaram enquanto não pressionaram as congéneres portuguesas para que retirassem o monumento, alegando que o ex-governador tinha ofendido os chineses. No livro "Vultos Marcantes de Macau", do padre Manuel Teixeira, pode ler-se:

  • (...) A 25 de Agosto de 1849, Amaral saiu a passeio de cavalo, segundo o seu costume, até às Portas do Cerco, acompanhado do seu Ajudante de Ordens, tenente Jerónimo Pereira Leite. Ao regressar, pelas seis e meia da tarde, no meio do istmo, seis chineses cercaram-no, entrando logo às cutiladas de taifós (espadas curtas chinesas); o cavalo espantou-se, derribando-o em terra, onde acabaram com ele, levando-lhe a cabeça, que foi restituída às autoridades de Macau em Janeiro de 1850.
 
  • Cumpriu-se aquilo que ele escrevera ao ministro da Marinha e Ultramar a 23 de Novembro de 1846: "Eu respondo com a minha cabeça que hei-de cumprir tudo o que humanamente seja possível e me seja ordenado pelo Governo".

 



publicado por João Severino às 00:04
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1 comentário:
De Jose Martins a 25 de Agosto de 2010 às 06:29
A estátua era o ex-libris de Macau e um ponto para os chineses de Hong Kong e Taiwan tirarem as suas fotos para levar de recordação.

Até eu com a minha mulher chinesa tiramos ali uns bonecos há uns 28 anos.

O Ferreira de Amaral (o conhecido general maneta) já não afrontava os chineses e uma parte da história do pequeno território.

A China tapou o sol com uma peneira e estragou um ponto de refência de Macau que o trocaram pela merda de um "mamarracho" a conquistar as alturas.
Abraço
Zé Martins


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Macau pertenceu à administração portuguesa. Essa realidade faz parte dos registos históricos de uma nação que marcou presença nos quatro cantos do mundo. A Oriente, milhares de portugueses viveram como lhes foi possível. Em Macau, a continuidade lusa mantém-se, mas o passado foi muito significativo. Fiz parte desse passado de uma forma intensa. Portugueses, macaenses e chineses, conheci muitas centenas. De alguns guardei as fotografias que memorizam a vivência. Humanos e a urbe macaense completam um espólio fotográfico que possuo de mais de seis mil fotografias e outras mais que ainda devem estar em caixas por abrir. Neste sentido, resolvi ir publicando aqui neste MACAU PASSADO o espólio que for possível. Espero que vos agrade e que possam recordar Macau sem complexos, sem rancores e sem tibiezas. Macau sã assi...

João Eduardo Severino
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