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Macau Passado

Macau Passado

05
Ago11

leonel borralho

João Severino

 

 

> Quero aqui prestar a minha homenagem ao macaense Leonel Borralho que durante muitos anos foi proprietário e director do único diário de Macau, a "Gazeta Macaense". Leonel Borralho foi um autodidacta que sempre defendeu os interesses dos seus conterrâneos, certamente, algumas vezes em exagero contra os metropolitanos, mas no fundo, sempre interessado em salvaguardar a cultura macaense. Sem grandes meios logísticos publicava diariamente um jornal ao qual poucos se souberam associar. Desde a primeira hora em que cheguei a Macau, dispensei a minha colaboração possível a Leonel Borralho e, talvez por isso, quando foi acometido de doença grave deu indicações ao seu filho Francisco para me chamar e convidar-me a assumir a direcção do jornal. Com muita honra e dedicação aceitei o cargo de director-adjunto da "Gazeta Macaense" em solidariedade por um homem que muitas vezes esteve quase sozinho nas suas lutas, nomeadamente, em defesa dos cidadãos com deficiência física.

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Macau pertenceu à administração portuguesa. Essa realidade faz parte dos registos históricos de uma nação que marcou presença nos quatro cantos do mundo. A Oriente, milhares de portugueses viveram como lhes foi possível. Em Macau, a continuidade lusa mantém-se, mas o passado foi muito significativo. Fiz parte desse passado de uma forma intensa. Portugueses, macaenses e chineses, conheci muitas centenas. De alguns guardei as fotografias que memorizam a vivência. Humanos e a urbe macaense completam um espólio fotográfico que possuo de mais de seis mil fotografias e outras mais que ainda devem estar em caixas por abrir. Neste sentido, resolvi ir publicando aqui neste MACAU PASSADO o espólio que for possível. Espero que vos agrade e que possam recordar Macau sem complexos, sem rancores e sem tibiezas. Macau sã assi...

João Eduardo Severino

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