Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
jorge álvares


O padre Manuel Teixeira quando lhe perguntava a idade costumava responder-me com ironia que era mais velho que o seu conterrâneo de Freixo de Espada à Cinta, Jorge Álvares. Este grande português foi o primeiro explorador europeu a aportar directamente na China e a visitar o território de Hong Kong em 1513. A sua estátua no centro da cidade de Macau é um marco de portugalidade.

 




publicado por João Severino às 00:01
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1 comentário:
De Jose Martins a 15 de Setembro de 2010 às 01:44
João,
Esta não sabia do Padre Teixeira... E que o Jorge Álvares era de Freixo Espada-à-Cinta... Lá ia o velho padre de barbas brancas a caminhar pela ponte de Macau até à Taipa no fim da tarde.
Grande Homem que nos legou um espólio raro de livros sobre a história dos portugueses na Ásia.
Escreveu quatro livros sobre a presença portuguesa no Sudeste Asiático: Portugal na Tailândia, Portugal no Cambodja, Portugal na Birmânia e Portugal em Singapura.
Pagaram-lhe mal, muito mal ao fim de uma vida dedicada a divulgar Portugal nestas paragens. Foi praticamente expulso de Macau.
Aqueles que se ajoelharam a seus pés abandonaram-no.
Quando regressou a Portugal, apenas tinha à sua espera, no aeroporto, o General Rocha Vieira, o último Governador de Macau.
Morreu e talvez só aos cuidados de irmãs da caridade em Trás-os-Montes.
Continuas a fazer um bom trabalho divulgares o Macau do teu tempo e meu também.
Abraço amigo
Zé Martins
.
P.S. Vou estar em Macau de 9 a 16 de Outubro, asilado em casa do amigo António Cambeta.
Já está agendado um jantar com o teu amigo e meu Helder Fernando. Vamos falar ti!


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Macau pertenceu à administração portuguesa. Essa realidade faz parte dos registos históricos de uma nação que marcou presença nos quatro cantos do mundo. A Oriente, milhares de portugueses viveram como lhes foi possível. Em Macau, a continuidade lusa mantém-se, mas o passado foi muito significativo. Fiz parte desse passado de uma forma intensa. Portugueses, macaenses e chineses, conheci muitas centenas. De alguns guardei as fotografias que memorizam a vivência. Humanos e a urbe macaense completam um espólio fotográfico que possuo de mais de seis mil fotografias e outras mais que ainda devem estar em caixas por abrir. Neste sentido, resolvi ir publicando aqui neste MACAU PASSADO o espólio que for possível. Espero que vos agrade e que possam recordar Macau sem complexos, sem rancores e sem tibiezas. Macau sã assi...

João Eduardo Severino
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