Quinta-feira, 31 de Março de 2011
junco

 

 

 

 

 

> Em 1984 dei uma volta de junco. Adorei. Os homens do barco nunca tinham tido a bordo um "kwailô". As perguntas foram mais que muitas de parte a parte. No meio de tanto conhecimento novo, fiquei a saber que aqueles pescadores do junco eram os primeiros a detectar pela forma do vento soprar que haveria de vir por aí um tufão e logo regressavam a Macau. Ainda me lembro de uma pergunta que um daqueles homens de pele gasta pelo mar me fez: "Vocês portugueses estão a pensar ir-se embora algum dia?". Respondi: "Nunca!". Enganei-me redondamente, porque a traição à continuidade da presença portuguesa já tinha sido traçada em Lisboa e Pequim.

 


 


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publicado por João Severino às 11:01
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Macau pertenceu à administração portuguesa. Essa realidade faz parte dos registos históricos de uma nação que marcou presença nos quatro cantos do mundo. A Oriente, milhares de portugueses viveram como lhes foi possível. Em Macau, a continuidade lusa mantém-se, mas o passado foi muito significativo. Fiz parte desse passado de uma forma intensa. Portugueses, macaenses e chineses, conheci muitas centenas. De alguns guardei as fotografias que memorizam a vivência. Humanos e a urbe macaense completam um espólio fotográfico que possuo de mais de seis mil fotografias e outras mais que ainda devem estar em caixas por abrir. Neste sentido, resolvi ir publicando aqui neste MACAU PASSADO o espólio que for possível. Espero que vos agrade e que possam recordar Macau sem complexos, sem rancores e sem tibiezas. Macau sã assi...

João Eduardo Severino
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