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Macau Passado

Macau Passado

20
Jun11

bambu

João Severino

 

photo jotaesse

 

 

> O bambu é cultural, forte, solidário, construtivo e apelativo. O bambu está em todas as construções. Há quem tivesse ficado de boca aberte a contemplar um prédio de 30 andares e aguardasse pela quebra de uma cana. Debalde. O bambu faz parte do quotidiano e é uma arte admirável na estética da construção civil pelas bandas chinesas. Na imagem, as Portas do Entendimento também receberam de braços abertos o amigo bambu...

 

 

11
Abr11

ruínas de s. paulo

João Severino

 

 

 

 

 

> As ruínas de São Paulo simbolizam a presença do catolicismo em terras do oriente. Na sua essência histórica passaram a ser o ex-libris de Macau. São visitadas por milhões de pessoas de todos os continentes e de todas as religiões. Este local tem um grande significado para mim, além do respeito pelo que representa. O Raid Terrestre Macau-Lisboa, realizado em 1988 por mim e mais seis companheiros, teve a sua partida oficial e abençoada nas Ruínas de São Paulo.

Um dia, cerca das duas horas de uma madrugada quente e húmida, ao passar pelo local vejo um estrangeiro (era inglês) a urinar para a fachada do monumento. Dirigi-me a ele, perguntei-lhe se sabia que parede era aquela para onde estava a urinar, respondeu negativamente, expliquei-lhe, pediu imensas desculpas e surpreendeu-me. O homem dirigiu-se a uma casa de pasto que ali perto se encontrava aberta, pediu um balde com água e uma esfregona e foi limpar completamente o local para onde tinha urinado.

 

27
Mar11

desapareceu

João Severino

 

 

 

 

 

> Na rotunda do Hotel Lisboa existia a estátua do governador Ferreira do Amaral, que foi morto no dia 25 de Agosto de 1849. As autoridades chinesas não descansaram enquanto não pressionaram as congéneres portuguesas para que retirassem o monumento, alegando que o ex-governador tinha ofendido os chineses. E a estátua que servia de cenário fotográfico aos chineses que visitavam Macau, simplesmente desapareceu. Estará em algum armazém do Estado?

 

 

ADENDA:

 

O nosso leitor Pedro Pinto encontrou o local onde está a estátua e enviou-nos as fotos. Escandaloso e vergonhoso o modo como o Estado português "atirou" com um seu ex-governador de Macau que tudo fez pela defesa do nome da sua Pátria. A estátua está vergonhosamente colocada no chão, sem dignidade nenhuma no Bairro da Encarnação, em Lisboa, nas traseiras de uma escola (?), virada para uns taipais. Simplesmente inacreditável...

 


 


 


18
Mar11

farol

João Severino

 

 

 

> Durante muitos anos o Farol do Monte da Guia era um dos ex-libris de Macau, porque era bem visível. Depois da administração portuguesa ter cedido a mesma às autoridades chinesas, iniciou-se a desbunda na construção civil. Várias associações tentaram combater o impossível. O poder dos "patos-bravos" em Macau é uma ordem e os prédios nasceram rapidamente como cogumelos. Esta imagem que vos ofereço já não existe.

 



 

15
Set10

jorge álvares

João Severino


O padre Manuel Teixeira quando lhe perguntava a idade costumava responder-me com ironia que era mais velho que o seu conterrâneo de Freixo de Espada à Cinta, Jorge Álvares. Este grande português foi o primeiro explorador europeu a aportar directamente na China e a visitar o território de Hong Kong em 1513. A sua estátua no centro da cidade de Macau é um marco de portugalidade.

 


25
Ago10

ferreira do amaral

João Severino


Na rotunda do hotel Lisboa existia a estátua do governador Ferreira do Amaral, que no dia 25 de Agosto de 1849 foi morto. As autoridades chinesas não descansaram enquanto não pressionaram as congéneres portuguesas para que retirassem o monumento, alegando que o ex-governador tinha ofendido os chineses. No livro "Vultos Marcantes de Macau", do padre Manuel Teixeira, pode ler-se:

  • (...) A 25 de Agosto de 1849, Amaral saiu a passeio de cavalo, segundo o seu costume, até às Portas do Cerco, acompanhado do seu Ajudante de Ordens, tenente Jerónimo Pereira Leite. Ao regressar, pelas seis e meia da tarde, no meio do istmo, seis chineses cercaram-no, entrando logo às cutiladas de taifós (espadas curtas chinesas); o cavalo espantou-se, derribando-o em terra, onde acabaram com ele, levando-lhe a cabeça, que foi restituída às autoridades de Macau em Janeiro de 1850.
 
  • Cumpriu-se aquilo que ele escrevera ao ministro da Marinha e Ultramar a 23 de Novembro de 1846: "Eu respondo com a minha cabeça que hei-de cumprir tudo o que humanamente seja possível e me seja ordenado pelo Governo".

 

05
Ago10

portas do desentendimento

João Severino



Por diversas vezes escrevi no meu jornal "Macau Hoje" que os monumentos mandados erigir pelo governador Rocha Vieira apressadamente era um acto provocatório e, em alguns casos, de mau gosto artístico.
As "Portas do Entendimento" de
Charters de Almeida, provocaram o maior desentendimento logo à nascença, inclusivamente, entre o empreiteiro que teve de importar a rocha ornamental decorativa do monumento. Aos poucos, as placas foram caindo, o monumento deteriorou-se e foi encerrado ao público por motivos de segurança.
Há dias, li um artigo do jornalista Paulo Reis, radicado em Macau, que pedia mesmo a demolição do monumento, a propósito da retirada de outro mamarracho que tinha sido "plantado" perto das Ruínas de S. Paulo. Se os portugueses nunca ligaram importância a estas
minudências estéticas, como é que os chineses as haveriam de acarinhar.

 


Mais sobre mim

foto do autor

Macau pertenceu à administração portuguesa. Essa realidade faz parte dos registos históricos de uma nação que marcou presença nos quatro cantos do mundo. A Oriente, milhares de portugueses viveram como lhes foi possível. Em Macau, a continuidade lusa mantém-se, mas o passado foi muito significativo. Fiz parte desse passado de uma forma intensa. Portugueses, macaenses e chineses, conheci muitas centenas. De alguns guardei as fotografias que memorizam a vivência. Humanos e a urbe macaense completam um espólio fotográfico que possuo de mais de seis mil fotografias e outras mais que ainda devem estar em caixas por abrir. Neste sentido, resolvi ir publicando aqui neste MACAU PASSADO o espólio que for possível. Espero que vos agrade e que possam recordar Macau sem complexos, sem rancores e sem tibiezas. Macau sã assi...

João Eduardo Severino

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